Marca-lugar em Salvador (1986–2016): sentidos de cidade e políticas públicas
DOI:
https://doi.org/10.21878/compolitica.2025.15.1.758Palavras-chave:
marca-lugar, comunicação governamental, process tracingResumo
Este artigo analisa a construção da marca-lugar de Salvador (1986–2016) como política pública multissetorial, com o objetivo de explicar os mecanismos causais que organizam continuidades e rupturas entre diferentes gestões da administração municipal no período. Realiza-se um estudo de caso com aplicação de process tracing , reconstruindo sequências processuais a partir de documentos oficiais, atos normativos, peças de comunicação, registros de mídia e discursos dos prefeitos. Os resultados identificam três mecanismos recorrentes: a centralidade da coordenação intersetorial para conferir coerência a programas e mensagens; a dependência de trajetória, que leva ao reaproveitamento e ressignificação de enquadramentos por gestões subsequentes; e a ativação de janelas de oportunidade e reconhecimentos externos para reancorar sentidos da cidade. Conclui-se que a marca-lugar é produto de arranjos institucionais e comunicacionais, e não apenas de esforços promocionais, e que variações na imagem da cidade decorrem da ativação combinada desses mecanismos sob condições específicas de capacidade governamental e contexto político.
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