Marca-lugar em Salvador (1986–2016): sentidos de cidade e políticas públicas

Autores

  • Rodrigo Maurício Freire Soares Universidade do Estado da Bahia - UNEB

DOI:

https://doi.org/10.21878/compolitica.2025.15.1.758

Palavras-chave:

marca-lugar, comunicação governamental, process tracing

Resumo

Este artigo analisa a construção da marca-lugar de Salvador (1986–2016) como política pública multissetorial, com o objetivo de explicar os mecanismos causais que organizam continuidades e rupturas entre diferentes gestões da administração municipal no período. Realiza-se um estudo de caso com aplicação de process tracing , reconstruindo sequências processuais a partir de documentos oficiais, atos normativos, peças de comunicação, registros de mídia e discursos dos prefeitos. Os resultados identificam três mecanismos recorrentes: a centralidade da coordenação intersetorial para conferir coerência a programas e mensagens; a dependência de trajetória, que leva ao reaproveitamento e ressignificação de enquadramentos por gestões subsequentes; e a ativação de janelas de oportunidade e reconhecimentos externos para reancorar sentidos da cidade. Conclui-se que a marca-lugar é produto de arranjos institucionais e comunicacionais, e não apenas de esforços promocionais, e que variações na imagem da cidade decorrem da ativação combinada desses mecanismos sob condições específicas de capacidade governamental e contexto político.

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Publicado

2026-07-16

Como Citar

Soares, R. M. F. (2026). Marca-lugar em Salvador (1986–2016): sentidos de cidade e políticas públicas. Compolítica, 15(1), 109–128. https://doi.org/10.21878/compolitica.2025.15.1.758

Edição

Seção

Prêmio Compolítica